Casa de ferreiro, espeto de pau

Não tenho certeza há quanto tempo meu blog estava fora do ar, acho que uns 8 ou 9 meses. Trabalhei em muitos projetos no último ano, perdi prazos, feriados e fins de semana e o blog foi ficando cada vez mais de lado. Cada nova idéia de post foi adicionada a uma lista no app de notas do meu celular. A lista está enorme, não dá mais para esperar. Então mesmo hoje sendo uma segunda-feira corrida com a previsão de 12 horas de trabalho resolvi aceitar o desafio de colocar um novo blog no ar o mais rápido possível.

Escolhendo a plataforma

Meu antigo blog era uma solução própria desenvolvida com Rails 3. Do Rails 3 até a versão atual houve uma série de melhorias, muitas delas na área de segurança, não seria sensato publicar o mesmo da forma que estava e atualizar para Rails 5 poderia levar muito tempo.

Minha segunda opção era usar Wordpress, robusto, consolidado, cheio de temas e plugins, mas por razões que ainda desconheço eu simplismente não gosto, talvez pelo o design da dashboard ou por não gostar de PHP. Gostaria de algo novo, com dashboard amigável e que fosse fácil de criar e instalar novos temas.

Já tinha ouvido falar no Ghost e resolvi testar. Primeiro foi muito simples instalar em meu servidor atual (ubuntu server 16.04) há um executável chamado Glost Cli, segui a documentação e em poucos minutos estava tudo funcionando.

Tema

O tema padrão já é bonito mas eu gostaria de algo minimalista, então resolvi buscar outro. No primeiro resultado do google entrei no site https://marketplace.ghost.org/ e tive uma surpresa desagradável, havia poucos temas e em sua grande maioria pagos, pensei em criar um, pois pelo que vi na documentação é algo simples de fazer, mas hoje não dá, outro dia quem sabe... Escolhi o tema ATTILA, open source, minimalista e bonito.

Título

Mexendo na dashboard vi que tinha que escolher um título para o blog, normalmente deixo como "Gilderlan Braz" mas já que havia levado menos de uma hora para deixar o blog pronto, poderia tirar um tempinho pensando em um nome. Olhei em volta e na bagunça da minha mesa estava umas das minhas obras favoritas de Nietzsche, Ecce home, que nome seria melhor?

Ecce homo

Sim! Eu sei muito bem de onde venho!
Insaciável como a chama no lenho
Eu me inflamo e me consumo.
Tudo que eu toco vira luz,
Tudo que eu deixo, carvão e fumo.
Chama eu sou, sem dúvida.

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